Um site bonito que ninguém encontra não ajuda a sua empresa. Este artigo explica, sem termos técnicos, o que deve estar pensado desde o primeiro dia para o seu site poder aparecer no Google.
SEO não é um extra que se junta no fim
Muita gente pede o site primeiro e só depois pergunta «e agora, como é que aparece no Google?». Nessa altura, já há decisões tomadas que são difíceis de mudar: a estrutura das páginas, os endereços, a forma como o texto foi escrito.
SEO quer dizer, simplesmente, preparar o site para que o Google o perceba e o mostre a quem procura o que faz. Não há truques nem botões mágicos. O próprio Google diz, na página sobre classificação local, que não há forma de pedir ou pagar por uma melhor posição. Quem lhe prometer o contrário está a prometer o que não pode controlar.
O que se pode fazer é construir bem a base. Isso é o que diferencia uma criação de sites com SEO pensado de um site que só «fica bonito».
Uma página para cada coisa que faz
Imagine uma clínica de fisioterapia que tem uma única página com todos os tratamentos em lista. Quem procura «fisioterapia para dores nas costas» chega a uma página genérica, sem resposta clara.
Se cada serviço tiver a sua página, com um título claro e texto próprio, o Google percebe melhor o assunto e o utilizador encontra logo o que procura. É mais trabalho no início, mas é a base de tudo.
Algumas regras simples, retiradas do guia de iniciação ao SEO do Google:
- Título da página: deve ser único, claro e descrever bem o conteúdo da página.
- Descrição: curta, própria de cada página, com os pontos mais relevantes.
- Endereços (URL): com palavras que fazem sentido, e não códigos aleatórios.
- Texto das ligações: «ver o serviço de reservas» diz mais do que «clique aqui».
- Imagens: com texto alternativo que explique o que mostram.
Nada disto é complicado. Só tem de ser feito de propósito, página a página.
Escreva para pessoas, não para o Google
O Google pede conteúdo útil, fiável e pensado primeiro para as pessoas. Isso na prática significa responder às perguntas que os seus clientes fazem de verdade.
Pense no que lhe perguntam ao telefone ou ao balcão. Quanto tempo demora? Trabalham ao sábado? Fazem deslocações? Essas respostas devem estar no site, em linguagem simples.
O mesmo guia aponta sinais de conteúdo feito só para os motores de busca: escrever sobre muitos temas na esperança de que algum apareça, resumir o que outros já disseram sem acrescentar nada, ou mudar datas para parecer atualizado. Evite tudo isto. Um texto honesto e específico sobre o seu trabalho vale mais do que dez páginas genéricas.
Mostre também quem está por trás do negócio. Uma página «Sobre nós» com a equipa, a zona onde trabalha e a sua experiência real dá confiança a quem visita.
O site tem de funcionar bem no telemóvel
A maior parte dos seus clientes vai ver o site no telemóvel. E o Google também. Segundo a documentação sobre indexação mobile-first, o Google usa sobretudo a versão para telemóvel do conteúdo para indexar e classificar.
Isto tem uma consequência direta. Se a versão de telemóvel mostrar menos texto do que a versão de computador, o Google só vê o que está na versão de telemóvel. A solução mais simples, segundo o próprio Google, é o desenho responsivo: o mesmo conteúdo, adaptado ao tamanho do ecrã.
Peça também que o site seja rápido. O Google acompanha três medidas de experiência, as Core Web Vitals, e define como «bom»:
- carregamento do conteúdo principal em 2,5 segundos ou menos;
- resposta a um toque ou clique em 200 milissegundos ou menos;
- sem elementos que saltam de sítio enquanto a página carrega (valor de 0,1 ou menos).
Não precisa de decorar os números. Basta pedir a quem faz o site que os meça e que lhe mostre o resultado.
Se tem clientes na sua zona, pense no Google local
Para uma pequena empresa com clientes perto de si, como um restaurante, uma oficina ou um cabeleireiro, o Google costuma mostrar um mapa com negócios próximos. O Google explica que a classificação local assenta em relevância, distância e notoriedade.
Em termos simples:
- Relevância: o quanto a sua ficha corresponde ao que a pessoa procura. Preencha tudo com cuidado.
- Distância: a que distância está a pessoa de si. Isto não controla.
- Notoriedade: o quanto o seu negócio é conhecido. Contam as avaliações e as ligações de outros sites.
O site e a ficha do Google devem dizer o mesmo: nome, morada, horário e serviços. Se estiverem diferentes, confunde clientes e confunde o Google.
O que perguntar a quem vai fazer o seu site
Antes de aceitar uma proposta, faça estas perguntas:
- Cada serviço terá a sua própria página?
- Quem escreve os títulos e as descrições de cada página?
- O site será responsivo e vamos medir a velocidade no telemóvel?
- Fica ligado ao Google Search Console, para vermos como o Google vê o site?
- Como é que os textos vão ser escritos para responder às dúvidas dos meus clientes?
Se a resposta for vaga, é um sinal de que o SEO vai ficar para depois.
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora a aparecer no Google? Não há prazo garantido. Depende da concorrência, do tipo de negócio e do trabalho feito. Quem lhe der uma data certa não pode cumpri-la com honestidade.
Posso fazer SEO sozinho depois de o site estar pronto? Pode, e deve. Acrescentar páginas úteis, atualizar horários e responder a avaliações são tarefas ao seu alcance. A base técnica é que convém estar bem feita desde o início.
Um blogue ajuda? Ajuda se responder a perguntas reais dos seus clientes. Escrever só para encher páginas não ajuda.
Como a ArqWeb pode ajudar
Na ArqWeb criamos sites, lojas online e sistemas de reservas pensados para serem encontrados no Google, desde a estrutura até à velocidade no telemóvel. Pode ver o que fazemos e alguns projetos. Se quiser conversar sobre o seu caso, fale connosco ou marque uma conversa, sem compromisso.