Consultoria de SEO local é ajuda profissional para que a sua empresa apareça quando alguém pesquisa no Google um serviço perto de si. Neste artigo explicamos o que esse trabalho inclui, o que não pode prometer e como avaliar se faz sentido para o seu negócio.
O que significa «SEO local» na prática
Pense nas pesquisas que os seus clientes fazem no telemóvel. «Cabeleireiro perto de mim». «Canalizador urgente». «Pastelaria aberta ao domingo». O Google percebe que a pessoa quer algo próximo e mostra um mapa com algumas empresas, além dos resultados normais.
SEO local é tudo o que ajuda a sua empresa a ser uma dessas opções. Não é um truque. É organização de informação, no Google e no seu site.
Segundo a ajuda do Google para o Perfil de Empresa, os resultados locais dependem sobretudo de três fatores:
- Relevância: quanto o seu perfil corresponde ao que a pessoa procura.
- Distância: a proximidade entre a sua empresa e quem pesquisa.
- Proeminência: o quão conhecida é a empresa, o que depende, por exemplo, de quantos sites a referem e de quantas críticas recebe.
Há aqui uma consequência prática. A distância não a controla. Se o cliente está longe, está longe. Mas a relevância e a proeminência trabalham-se.
O que a Google diz que não se pode comprar
A mesma página é clara: não existe forma de pedir ou pagar por uma classificação melhor na pesquisa local do Google.
Isto serve de filtro. Se alguém lhe prometer o primeiro lugar, ou lhe vender uma posição, desconfie. O próprio guia de SEO da Google Search Central afirma que não há «segredos» que coloquem automaticamente um site em primeiro lugar. Seguir as boas práticas torna mais provável aparecer, mas não dá garantias.
Uma boa consultoria diz-lhe isto logo na primeira conversa.
O que uma consultoria de SEO local faz, passo a passo
Um trabalho sério costuma ter quatro partes.
1. Rever o Perfil de Empresa no Google
É o cartão de visita que aparece no mapa. A Google recomenda validar a empresa, manter os dados completos e atualizados (morada, horário, categoria, atributos), responder às críticas e adicionar fotografias que mostrem o que oferece.
Parece básico, e é. Mas é onde muitas pequenas empresas perdem clientes. Um horário errado num feriado, uma categoria demasiado genérica, um telefone antigo. O cliente chega à porta e está fechado, e nunca mais volta.
Exemplo: uma clínica de fisioterapia que se registou como «saúde» em vez da categoria específica. O Google tem menos pistas sobre o que ela faz. Corrigir a categoria e descrever bem os serviços é trabalho de uma tarde, não de meses.
2. Arrumar o site para que diga o mesmo que o perfil
O site e o perfil devem contar a mesma história. Nome, morada e contacto iguais nos dois sítios. Uma página clara para cada serviço. Uma página que diga em que zonas trabalha, se trabalha em mais do que uma localidade.
O guia da Google insiste que o conteúdo útil é o que mais pesa: fácil de ler, original, atualizado e escrito para pessoas, não para motores de pesquisa. E que os títulos de cada página devem ser únicos, claros e descrever bem o conteúdo.
Na prática, isto significa que a página de «Canalização em [a sua localidade]» deve explicar o que faz, para quem, como pedir orçamento e como o contactar. Não deve ser um texto com a mesma expressão repetida vinte vezes. O guia desaconselha expressamente esse excesso de palavras-chave.
3. Dados estruturados do negócio
Esta parte é técnica, mas o resultado é simples de explicar. Os dados estruturados são uma forma de escrever, no código do site, a informação da empresa num formato que o Google lê sem ambiguidade: nome, morada, horário, localização no mapa, contacto.
A documentação da Google sobre LocalBusiness indica que o nome e a morada são obrigatórios e que quanto mais campos preencher, melhor a qualidade da informação. Recomenda também usar o tipo mais específico possível (por exemplo, restaurante ou dentista) e testar o código com o Rich Results Test.
Há um aviso importante na mesma página: esta marcação não garante que apareçam resultados enriquecidos. Ajuda o Google a perceber o seu negócio. Não é um botão mágico.
4. Críticas e presença fora do seu site
A proeminência depende em parte do que os outros dizem de si. A Google refere que mais classificações e críticas positivas podem melhorar a classificação local.
O que isto quer dizer para si é pedir opinião aos clientes satisfeitos, de forma natural. Por exemplo, no fim de um serviço, enviar a ligação direta para deixarem a crítica. E responder a todas, também às negativas, com calma e sem discussões.
Nunca compre críticas nem as invente. Além de ser desonesto, vai contra as regras da plataforma.
Como saber se precisa de consultoria
Nem todas as empresas precisam. Faça este teste rápido, no telemóvel:
- Pesquise o que vende, juntamente com a sua localidade. Aparece?
- Pesquise o nome da sua empresa. O cartão que aparece tem a morada, o horário e o telefone corretos?
- Abra o seu site. Em dez segundos, percebe-se o que faz, onde e como contactar?
- Veja as últimas críticas. Estão respondidas?
Se três ou quatro respostas forem «sim», provavelmente só precisa de manutenção regular. Se falha em várias, uma consultoria poupa-lhe tempo e erros.
Também faz sentido pedir ajuda se tem mais do que um local, se mudou de morada ou de nome, ou se o site foi feito há anos e ninguém o atualizou.
Como escolher quem o ajuda
Algumas perguntas que pode fazer a qualquer consultor:
- Vai ter acesso ao meu Perfil de Empresa em meu nome? A conta deve ser sua, sempre.
- O que vão alterar, exatamente? Deve receber uma lista clara, em linguagem normal.
- Como medimos o resultado? Visitas ao site, chamadas, pedidos de direções e contactos. Não «posições garantidas».
- Quanto tempo demora? O guia da Google lembra que as alterações podem levar de horas a meses a refletir-se e recomenda esperar algumas semanas antes de avaliar. Quem lhe prometer resultados em dois dias não está a ser rigoroso.
Peça também acesso ao Google Search Console, a ferramenta gratuita da Google onde se vê como o site aparece na pesquisa. Se a consultoria o configurar, os dados ficam a ser seus.
Perguntas rápidas
Preciso de um site se já tenho Perfil de Empresa? O perfil ajuda muito, mas o site é a sua casa. É onde explica os serviços com calma, recebe pedidos e marcações, e controla a mensagem. Os dois reforçam-se.
Posso fazer isto sozinho? A parte básica, sim: preencher bem o perfil, manter o horário certo, pedir e responder a críticas. A parte técnica do site costuma compensar entregar a quem sabe, para não perder tempo com erros que não se veem.
Quando vejo resultados? Depende do ponto de partida e da concorrência na sua zona. Pense em semanas a meses, e desconfie de prazos mais curtos.
O que fazer esta semana
Verifique o seu cartão no Google e corrija o que estiver errado. Responda às críticas pendentes. Confirme que o site diz o mesmo que o perfil. São tarefas pequenas, e muitas vezes já mudam o que o cliente vê.
Se quiser ver o tipo de trabalho que fazemos, pode consultar os nossos serviços e os projetos. Se preferir começar por uma conversa sobre a sua situação, a ArqWeb pode ajudar a perceber o que falta no seu perfil e no seu site, sem promessas de posições. Pode falar connosco através da página de contacto ou marcar uma conversa em arqweb.pt/pt/booking.